10 Lições De Lemann Para Os Negócios

10 lições de Lemann para os negócios

Jorge Paulo Lemann é uma figura inspiradora. Aos 78 anos, o empresário carioca de ascendência suíça acumula empreendimentos de sucesso em seu portfólio.

Em 2013, Lemann se tornou o homem mais rico do Brasil, posto que segue ocupando, mas agora com o dobro de fortuna. No ranking FORBES de maiores bilionários do mundo, o brasileiro ocupa atualmente a 24ª posição.

Seu patrimônio de US$ 31,4 bilhões vem, sobretudo, de sua participação na Anheuser-Busch InBev, maior grupo cervejeiro do mundo. No entanto, os negócios do empresário vão muito além: Lemann tem, por exemplo, grandes participações na Kraft Heinz e no Restaurant Brands International, famoso pela rede de fast food Burger King.

Sua expertise vem também das duas décadas que passou no comando do Banco Garantia, cofundado por ele, além de suas vivências na Universidade de Harvard e na vida esportiva: Lemann foi tenista profissional. Com uma trajetória tão extensa, o bilionário tem ensinamentos preciosos para qualquer um que se aventure no mundo do empreendedorismo.

Veja, na galeria de fotos abaixo, 10 lições de Lemann para os negócios:

1 – Inove sempre
Lemann costuma dizer que gosta de inovar e, nas suas palavras, “inventar alguma maluquice”. E sua trajetória comprova: o empresário foi o pioneiro ao criar o primeiro fundo brasileiro de private equity, o GP Investimentos, hoje com grande parte vendida a antigos funcionários da empresa.

2 – Corra riscos
Além de ter ideias inovadoras, o bilionário defende que é fundamental, para se tornar um empresário bem-sucedido, arriscar. Em um evento da Fundação Estudar, organização filantrópica fundada por ele e seus sócios na 3G Capital, Lemann afirmou: “Acredito que as pessoas que tomam pouco risco deveriam tomar mais”. Para ele, é importante saber a hora de sair da esfera das ideias e agir, mesmo que seja arriscado.

3 – Pense a longo prazo
Em entrevista publicada no site “ValueWalk”, o empresário afirmou que constrói empresas para gerenciar a longo prazo. Isso fica evidente, por exemplo, na compra da SAB Miller pela AB InBev: a indústria da cerveja não vem tendo crescimento nos Estados Unidos e na Europa. A África, no entanto, apresenta uma boa oportunidade de desenvolvimento, visto que o continente tem um crescimento populacional grande de jovens, além de clima quente, ideal para a venda da bebida.

A mentalidade se reflete no futuro que o bilionário vê para seus negócios: “Se eu tivesse de ter uma meta, agora, seria que tudo isso que nós construímos juntos, Beto Sicupira, Marcel Telles e eu, tivesse longa durabilidade”. Isso porque, como afirmou em evento da Fundação Estudar, no ano passado, “bom empreendedor é quem cria um negócio que vai sobreviver nos próximos 30 a 50 anos”.

4 – Escolha as pessoas certas
Outro aspecto importante que deve ser levado em conta no momento de criação de um negócio é a formação da equipe ideal. “É difícil fazer alguma coisa sozinho. Ao juntar o time certo, você anda mais rápido e vai mais longe”, afirmou Lemann em um encontro da organização de apoio a empreendedores Endeavor, no início deste ano.

O empresário conta ter aprendido isso após a falência de seu primeiro negócio, que tinha como sócios jovens que pensavam como ele. Assim, aprendeu que a equipe ideal é composta de perfis diversos.

“O sonho grande é uma inspiração para todo mundo. Quem quer montar alguma coisa tem de trabalhar com outras pessoas”, afirmou, no evento deste ano da Fundação Estudar.

5 – Valorize o networking
O bilionário defende que alguém que quer ser bem-sucedido no mundo dos negócios tem de reconhecer o valor dos relacionamentos e, desde o início, cultivar bons contatos em diversas áreas de atuação. “O networking é muito importante. Quando uma pessoa chega a uma boa posição, leva consigo um grupo de outros profissionais competentes e talentosos”, afirmou, no encontro da Fundação Estudar deste ano.

6 – Invista na nova geração
Por meio das políticas que adota em suas empresas, Lemann deixa claro o quanto prioriza a inserção de jovens no mercado de trabalho e o treinamento adequado para os que farão parte da próxima geração de altos executivos. “Temos preparação para trainees e gente muito jovem porque queremos ter pessoas dentro de casa que são capazes de realizar o crescimento que nós acreditamos ser possíveis. Nossa máquina depende sempre de gerar oportunidades para os jovens que treinamos, que são excepcionais e têm muita sede por desafios”, afirmou Lemann, no encontro da Fundação Estudar deste ano.

7 – Saiba se adaptar
“Nas empresas que adquirimos, entrevistamos os executivos principais, apresentamos a nossa cultura e eles apresentam a deles. Então, entendemos o que dá para modificar e adaptar. Na Heinz, por exemplo, uma empresa de 10 mil funcionários, levamos 50 pessoas, conversamos com quem estava lá e chegamos a uma cultura comum. ” Apesar de o exemplo mencionado pelo empresário no encontro da Fundação Estudar deste ano tratar de um acontecimento de grande escala, o mesmo raciocínio pode ser aplicado sempre que novas pessoas começam a trabalhar juntas. É importante reconhecer que cada uma tem seus hábitos, valores e costumes e que, apesar de ser impossível que alguém mude totalmente seu comportamento, o ideal é fazer concessões e chegar a um meio termo.

8 – Priorize cinco coisas principais
Lemann já declarou diversas vezes que todas as suas empresas possuem cinco metas básicas e essenciais, assim como todos os funcionários. Para ele, essa habilidade de saber distinguir quais são as coisas realmente fundamentais e quais são secundárias é necessária para que um empreendedor consiga comandar seu negócio com maestria.

O empresário conta que, para ele, essa percepção veio quando ele era estudante universitário e queria terminar sua graduação em Harvard no menor tempo possível. Por isso, acumulava disciplinas demais em cada semestre. “Eu reduzia cada uma das disciplinas às cinco coisas básicas que eu tinha de aprender com elas, e desenvolvi essa técnica de focar em cinco coisas principais”, explica.

9 – Aprenda com os erros
A Invesco, primeira empresa de Lemann, da qual o bilionário detinha 2% do capital societário, faliu em 1996. Isso fez com que ele enxergasse que é preciso encarar erros e dificuldades como oportunidades de crescimento. “Vão se sobressair aqueles que souberem enxergar oportunidades nos momentos de dificuldade”, disse o bilionário, em evento da Endeavor, em 2015. Na ocasião, Lemann defendeu que os empreendedores têm papel fundamental para tirar o Brasil da crise. Segundo ele, o momento de dificuldade econômica pode trazer muito aprendizado: “Dificuldade gera a necessidade de melhorar”, explicou.

Outro exemplo de situação adversa que o empresário conseguiu transformar em oportunidade de crescimento foi o Banco Garantia, que, quando comprou, ainda como uma pequena corretora, Lemann pretendia transformar na melhor corretora do Brasil. No entanto, um mês após a compra, a Bolsa quebrou. Foi preciso, então, inovar: a empresa se reinventou e aproveitou uma oportunidade surgida com as ORTNs.

O bilionário conta que esse hábito vem desde cedo, quando era jogador de tênis e aprendeu que precisava melhorar após cada derrota.

10 – Tenha humildade
Nos anos 1980, o Banco Garantia, de Lemann, adquiriu as Lojas Americanas. No entanto, por não ter experiência alguma em varejo, o empresário e seus sócios não sabiam lidar com diversos problemas que apareciam pelo caminho. Nesse momento, o bilionário percebeu que precisava recorrer à ajuda de quem entendia do assunto: entre outras pessoas, o grupo escreveu uma mensagem a Sam Walton, fundador do Walmart, que se tornou amigo de Lemann.

Fonte: Forbes

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